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anaritaareias.pt

Guia de Leitura

Para grupos de leitura, book clubs e leitores curiosos.

2023 · Poesia

Ad Astra Per Aspera

Por Ásperos Caminhos Até aos Astros

Um livro que nasce do luto — escrito como forma de dar voz ao que tantas famílias silenciam. A autora parte de uma perda pessoal para construir poemas que são ao mesmo tempo íntimos e universais, onde o mar, as estrelas e a noite funcionam como testemunhas da dor.

Temas Centrais

  • O luto como caminho, não como fim

  • A morte como tabu na família

  • A poesia como forma de processar a perda

  • A natureza — mar, estrelas, lua — como testemunha da dor

  • A saudade de quem já não está

Perguntas para Discussão

1

O livro é dedicado ao pai de Ana Rita. Como te sentes ao ler uma obra tão pessoal, nascida de uma perda real? Muda a forma de ler os poemas saber de quem falam?

2

'Nos poemas mais tristes que escrevi / Escondo sempre o teu nome.' Há alguém cujo nome guardas nos teus momentos mais difíceis? Porque protegemos quem nos magoou?

3

'Não quero nada disso da vida ou da morte / quero ser poema.' O que significa, para ti, ser poema em vez de escrever poemas? Há uma diferença entre existir e criar?

4

'Parte da vida é amar / outra parte da vida é sofrer / no meio da parte de amar / aprendemos a estar / no meio da parte de sofrer / aprendemos a ser.' Como equilibras o amor e a dor na tua própria vida?

5

'Entre sentir tudo a não sentir nada / num furacão de um segundo / prefiro a emoção à fuga de ser humano.' Já te sentiste dividido/a entre sentir tudo e não querer sentir nada? O que escolhes?

6

'Já leste Chico Buarque? Já amaste como Chico Buarque?' Ana Rita convoca um poeta para falar de amor. Que artista convocarias tu para descrever como amas?

7

'Quando escrevo faço-o com intensidade de quem ama porque não é possível esconder a loucura de quem sente.' Tens uma forma de expressão onde não consegues esconder quem és?

8

'Não te esqueças de quem te amou a preto e branco.' O que significa para ti amar a preto e branco — sem filtros, sem condições?

9

'Ser uma rapariga nos seus 20 e poucos não é de todo um mar de rosas.' O que foi — ou é — mais difícil nessa fase da vida? O que ninguém te avisou?

10

'Luta pelo teu conto de fadas ou investe o teu tempo a criá-lo.' Acreditas nos contos de fadas? Ou preferes construí-los?

2024 · Poesia

Expectus Luna

Esperando a Lua

Ana Rita associa as fases da lua às fases da vida — é a partir dessa ligação que constrói este livro. Uma poesia sobre a espera, sobre os ciclos que vivemos, sobre a vulnerabilidade de sentir de forma diferente. Entre luz e sombra, o livro questiona o que significa guardar algo dentro de nós.

Temas Centrais

  • Os ciclos da lua como metáfora das fases da vida

  • A espera como forma de amor e de esperança

  • A vulnerabilidade de sentir de forma diferente

  • Luz e sombra como estados emocionais

  • O amor e o que fica quando ele parte

Perguntas para Discussão

1

O livro organiza-se em torno das fases da lua — lua nova, quarto crescente, lua cheia, quarto minguante. Qual das fases representa melhor o momento que estás a viver agora? Porquê?

2

Ana Rita escreve: 'há momentos onde temos de caminhar a olhar para dentro para encontrarmos a nossa própria luz, o nosso centro de gravidade.' Já viveste um momento assim? Como o encontraste?

3

'A solidão é como um barco no cais / quando está amarrado à esperança / e ainda não se sabe se vai haver temporal ou bonança.' Como interpretas esta imagem? A solidão pode ser simultaneamente abrigo e prisão?

4

A autora confessa que prefere falar do que sente 'num papel em jeito de labirinto.' Tens uma forma própria de processar o que sentes? De que modo a escrita — ou outra arte — pode ser esse labirinto?

5

No poema 'Escuridão perpétua', a lua dá luz precisamente quando mais precisa de força para si própria. Há alguém na tua vida que, mesmo nos seus momentos de fragilidade, continuou a ser luz para os outros?

6

'Espero que algum dia ou em alguma noite, te possas curar do que escolhes não falar, não sentir, não chorar.' Há algo que carregas em silêncio que ainda não disseste a ninguém? O que impede que o digas?

7

'Antes de se fazer luz fez-se sentimento.' O que vem primeiro para ti — o que sentes ou o que pensas?

8

'Agradeço às estrelas que a noite aparecem no teto do meu quarto e, fecho os olhos sabendo que haverá sempre luz.' O que te dá essa certeza de que há sempre luz — mesmo nas noites mais difíceis?

9

'Quanto mais escrevo menos lágrimas deito por aprender a respirar.' Tens uma atividade que te ajuda a respirar quando a vida aperta?

10

'O quarto crescente consegue igualmente estar em dois céus diferentes.' Já te sentiste dividido/a entre dois mundos, dois lugares ou duas versões de ti? Como reconcilias essa divisão?

2025 · Ficção / Prosa Poética

Dar a Volta aos Medos

Narrado pelo pai, o livro conta a história de Afonso — um rapaz que cresce entre silêncios e ausências, depois da mãe professora de português falecer de cancro. Com duas irmãs gémeas mais velhas, um pai de mãos ásperas e cheias de amor, e a literatura como refúgio, Afonso aprende a construir significado no que não é dito.

Temas Centrais

  • Crescer entre silêncios e ausências

  • A relação pai-filho e o amor que não sabe dizer-se

  • A ausência da mãe como presença constante

  • A literatura como refúgio e construção de identidade

  • Os medos herdados e os medos construídos

Perguntas para Discussão

1

O pai nunca teve o hábito da leitura — foi a voz da mãe que o conquistou. Houve alguém que te apresentou algo que nunca terias descoberto sozinho/a?

2

Os medos do Afonso são em grande parte herdados — do pai, da família, do silêncio. Reconheces algum medo teu que não seja realmente teu, mas que aprendeste com alguém?

3

A mãe de Afonso era professora de português que adormecia a ler. De que forma a literatura que ela amava continua presente na vida de Afonso depois de ela partir?

4

O Afonso cresce sem conhecer a mãe, mas a presença dela está em todo o lado. Já sentiste a influência de alguém que não está — ou nunca esteve — mas que mesmo assim te formou?

5

Os capítulos organizam-se em torno de primeiras vezes — primeiro salário, primeiro 'gosto de ti', primeira vez que se sentiu pequeno. Que primeira vez da tua própria vida mudou quem és?

6

O pai escreve ao filho o que nunca soube dizer em voz alta. Se escrevesses uma carta a alguém que amas, que coisa importante não conseguias dizer cara a cara?

7

O livro fala de um amor entre pai e filho que se expressa mais em gestos do que em palavras. Que momento do livro sentiste esse amor mais intensamente?

8

O livro alterna entre prosa narrativa e pequenos poemas entre chavetas — {amarelo}, {esperança}, {abraços}. Como sentes essa mudança de ritmo? O que acrescentam os poemas ao que a prosa conta?

9

Há um capítulo chamado 'O filho que fica para trás.' Já te sentiste assim — o que ficou enquanto a vida avançava? Como foi?

10

O livro termina com um capítulo chamado 'Mãe.' Sem ler o capítulo, o que esperavas encontrar? E após a leitura, o que encontraste de diferente ou inesperado?